quarta-feira, 24 de julho de 2019

Postais de Tóquio (1) - Museus

[Museu Nacional de Tóquio] (complexo cultural UENO)
tradicional
obras interessantes em particular os biombos Namban
vistas para jardins cuidados





segunda-feira, 1 de julho de 2019

UNESCO 2019 e a Tabela Periódica



Em 2019, comemora-se o Ano Internacional da Tabela Periódica (UNESCO) e 150 anos da sua criação pelo químico russo Dimitry Mendeleev. O Departmento de Química e a Biblioteca do Campus de Caparica, FCT NOVA associam-se a esta data festiva, organizando uma série de eventos que decorrerão de Fevereiro a Dezembro de 2019 (programa provisório em anexo). 

Uma série de seminários e muitas outras atividades têm um papel central envolvendo oradores convidados. A escolha dos oradores visa promover uma melhor compreensão da importância da Tabela Periódica, em suas várias vertentes de interesse, e o contacto com estes cientistas de reconhecido mérito internacional será uma oportunidade única para estudantes, professores e investigadores não só do Campus da FCT NOVA.

Para uma visão compreensiva dos muitos eventos consultar:
https://eventos.fct.unl.pt/international-year-periodic-table-2019

Patchwork - Periodic Table
The FCT NOVA invited to produce one square (30 x 30 cm) referring to one of the 118 chemical elements. On a basis "first arrived / first served", the members of the Faculty choose a chemical element, as the motif of the work to be proposed. Imagination drive the artworks (tiles, wood, drawing, canvas, painting, laser cut, 3D plotting, carving, tissue, needling, etc… sky is the limit). 118 squares were assembled as a large patchwork that will be installed at the entrance of the Chemistry Department and presented at several occasions, namely Library, Ciência Viva and Academy of Sciences.


domingo, 23 de junho de 2019

Yves Klein Blue


Vamos falar do Yves Klein Blue 

Yves Klein Blue é uma cor na moda (uma redescoberta). A cor e o nome precisos foram desenvolvidos e cunhados pelo artista Yves Klein em 1960. Todos os objetos e pinturas desenvolvidas por YK sempre mexeram comigo. Why ? Não sei… Mas a cor é vibrante e não nos deixa indiferente. 

“Quase uma cor primária pura, com uma intensidade alimentada por pigmento azul ultramarino faz com que seja mais impactante.” 

O Klein Blue é uma cor contrastante perfeita para animar um espírito, um espaço (no lado oposto da roda de cores da cor Pantone do ano de 2019, Coral Vivo). 
Já experimentei…um simples suporte de livro ou um objeto (nesta cor) é revigorante. Mesmo num desenho, um traço Klein Blue pode ser o estímulo… try it !!




sábado, 22 de junho de 2019

OFFENBACH 200 anos


O Ano de Offenbach - 200 anos
Conhecido pelos "Contos de Hoffmann" a sua produção lírica é vasta e variada, e vale a pena a descoberta.
Pistas:
Belle-Hélene Grand Duchessee
Airs e Overtures (Jodie Devos)
e claro... Contes d´Hoffmann






domingo, 9 de junho de 2019

Convento de São Francisco Coimbra


Os Espaços Culturais de Coimbra
CONVENTO DE SÃO FRANCISCO

O Convento São Francisco é um equipamento da Câmara Municipal de Coimbra cuja missão e objetivos concorrem para a concretização da estratégia definida pelo Município em três áreas estruturantes: a cultura, o turismo e o desenvolvimento económico do território.

Dotado de inúmeras valências, é um equipamento de excelência para a receção de congressos, colóquios e simpósios, nacionais e internacionais, participando ativamente no setor do turismo de negócios.

O Convento São Francisco acolhe eventos temáticos relacionados com as áreas científicas, de inovação e de negócio. Constitui uma plataforma dinamizadora de novas oportunidades económicas e de sinergias, envolvendo parceiros nacionais e internacionais, nomeadamente através da participação em redes culturais, de negócio, de conhecimento e de turismo.

No âmbito da missão cultural municipal, o Convento São Francisco dinamiza uma programação artística criativa, que se destaca pela elevada e reconhecida qualidade dos conteúdos apresentados, bem como por um conjunto de propostas culturalmente inovadoras.

O sentido plural e democratizador da sua identidade de projeto concretiza-se numa programação que cruza diversas linguagens estéticas, disciplinas artísticas e abordagens criativas. Trata-se de um equipamento municipal capaz de atrair diversas comunidades de públicos e de as envolver numa experiência gratificante e enriquecedora de aproximação ao universo das artes e da cultura contemporânea. 

ONDE e QUANDO
Situado no sopé da Colina de Santa Clara, abaixo do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, próximo da Ponte de Santa Clara. A origem do Convento de São Francisco remonta ao ano de 1602, durante a União Ibérica, sendo construído de acordo com o estilo maneirista que caracterizava na altura a cidade. A Ordem de São Francisco ocupou o edifício de 1609 até à extinção das ordens religiosas, no contexto da consolidação do Liberalismo.

O edifício ficou ao abandono, tendo mais tarde servido de instalações para uma fábrica de lanifícios que durante muitos anos funcionou na cidade. 

RESTAURO (1995-2016) 
Actualmente recebeu obras de restauro e reabilitação, convertendo-no num centro de convenções e num espaço cultural. Foi reaberto em 8 de abril de 2016, tendo capacidade para, em simultâneo, receber 5.000 pessoas nas suas diferentes salas e auditórios. O auditório principal, a coqueluche do São Francisco, tem 1.125 lugares (lotação próxima da Casa da Música).
Arquitetos: Vicenzo Cazale e João Luís Carrilho da Graça








Museu Machado de Castro

Os grandes espaços culturais de Coimbra
MUSEU MACHADO DE CASTROO

O Museu Nacional de Machado de Castro é um dos mais importantes museus de Belas-Artes de Portugal, denominado em homenagem ao destacado escultor conimbricense Machado de Castro. O seu espólio inclui importantes núcleos de escultura, pintura e Artes decorativas. Ocupa as antigas instalações do Paço Episcopal de Coimbra e um amplo edifício novo, inaugurado em 2012. 
Criado em 1911, inaugurado em 1913, completamente renovado em 2014. Em 1965 o Estado incluiu o Museu Nacional de Machado de Castro na lista dos museus nacionais, reconhecendo-se a sua excecional qualidade; sem deixar de ser primordialmente um museu de arte sacra com proveniência regional, a dupla valência de acervo museológico e edifício histórico fazem dele um museu raro.

As atuais instalações integram três unidades interligadas:

Criptopórtico romano – datado de meados do séc. I, foi edificado pela administração romana para suporte do fórum, que então passou a constituir a sede da vida política, administrativa e religiosa de Emínio, a Coimbra romana. Com a sua vasta rede de galerias e espaços comunicantes, o criptopórtico faz hoje parte do percurso de visita ao museu, constituindo um dos seus mais importantes atrativos.
Antigo paço episcopal – conjunto cujas primeiras edificações poderão datar dos séculos XI ou XII (tempo do qual subsiste a porta da antiga cerca, de arco ultrapassado, coroada de ameias), sofreu sucessivas adaptações ao longo dos séculos de que apenas há registos a partir do séc. XVI. Encontra-se classificado como Monumento Nacional desde 1910. Hoje amplamente renovado e articulado com os novos espaços, o edifício do antigo Paço Episcopal acolhe parte significativa do acervo, salas multimédia e de exposições temporárias, uma loja/livraria, etc.

Edifício novo – projetado por Gonçalo Byrne, este amplo edifício articula-se com o criptopórtico e com os espaços do antigo Paço Episcopal. Acolhe grande parte da coleção do museu (escultura, pintura, ourivesaria, etc.), incluindo ainda novas zonas de entrada e uma cafetaria/restaurante com esplanada exterior. Devido à sua qualidade arquitetónica, esta reconversão do Museu Nacional de Machado de Castro mereceu a atribuição do prémio Piranesi/Prix de Rome 2014.








quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

TERTÚLIAS ... à volta de...

A TERTÚLIA (do castelhano tertulia) é, na sua essência, uma reunião de amigos, familiares ou simplesmente frequentadores de um local, que se reúnem de forma mais ou menos regular, para discutir vários temas e assuntos, especialmente os artísticos e os literários.

... "a vida nacional gira à volta de uma chávena", numa referência inequívoca da importância das tertúlias em Portugal. As tertúlias foram "importadas" para Portugal de Paris, onde surgiram e se espalharam pelo mundo, associadas aos cafés. Cada café tinha uma, ou mais, tertúlias sobre temas diferentes. Paralelamente, os seus integrantes identificavam-se como pertencendo à tertúlia A ou B, numa clara divisão das águas entre correntes de pensamento diferentes.

Aqui vão duas de Portugal e uma de Espanha. E que TERTÚLIAS !!!!


La tertúlia do Café de Pombo 
é a obra mais icónica de José Gutiérrez Solana, um exemplo do grande amor do artista pelos encontros intelectuais tão comuns no primeiro terço do século XX nos mais conhecidos cafés de Madrid, entre eles “o Pombo” (Calle de Carretas). Os protagonistas da pintura são alguns dos mais destacados intelectuais da época: Manuel Abril, Tomás Borrás, José Bergamín, José Cabrero, Gómez de la Serna (em pé, no meio da foto), Mauricio Bacarisse, Solana em auto- retrato, Pedro Emilio Coll e Salvador Bartolozzi.


Os Vencidos da Vida 
é o nome por que ficou conhecido um grupo informal formado por personalidades intelectuais de maior relevo da vida cultural portuguesa das últimas três décadas do século XIX, com fortes ligações à chamada Geração de 70. O nome do grupo remete claramente da renúncia dos seus membros às aspirações da juventude. O grupo reunia-se para jantares e convívios semanais no Café Tavares, no Hotel Bragança ou nas casas dos seus membros, tendo-se mantido activo entre 1887 e 1894. Os Vencidos da Vida foram definidos pelo escritor Eça de Queiroz - um dos seus membros tardios - como um grupo jantante. O grupo incluía, entre outros, José Duarte Ramalho Ortigão, Joaquim Pedro de Oliveira Martins, António Cândido Ribeiro da Costa, Abílio Manuel Guerra Junqueiro, Luís Maria Augusto Pinto de Soveral (1.º Marquês de Soveral, Francisco Manuel de Melo Breyner (3.° Conde de Ficalho), Carlos Félix de Lima Mayer, Carlos de Orta Lobo de Ávila, Bernardo Pinheiro Correia de Melo (1.º Conde de Arnoso) e António Maria Vasco de Melo Silva César e Meneses (9.º Conde de Sabugosa). José Maria de Eça de Queirós integrou o grupo a partir de 1889.

O Grupo do Leão 
era constituído por artistas que se reuniam na Cervejaria Leão de Ouro em Lisboa, dinamizados pelo pintor Silva Porto, então regressado de Paris e professor na Escola de Belas Artes de Lisboa. Reunindo amigos, admiradores e discípulos, foi responsável pela organização de várias exposições, que contribuíram para o enorme sucesso da pintura do Naturalismo em Portugal. As oito exposições efectuadas foram marcantes e muito visitadas. O grupo tornou-se uma espécie de "vanguarda", considerando-se modern. A actividade do grupo manteve-se regular até 1888, ano da realização da última exposição. "O grupo do Leão" foi imortalizado em 1885 num conhecido óleo sobre tela da autoria do pintor Columbano Bordalo Pinheiro, membro da tertúlia (no Museu do Chiado de Lisboa). Aí estão retratados: Sentados, da esquerda para a direita: Henrique Pinto, José Malhoa, João Vaz, Silva Porto, António Ramalho, Moura Girão, Rafael Bordalo Pinheiro e Rodrigues Vieira; De pé, da esquerda para a direita: Ribeiro Cristino, Alberto d'Oliveira, o empregado de mesa Manuel Fidalgo, Columbano Bordalo Pinheiro, outro criado (Dias) ou o dono da Cervejaria, António Monteiro e Cipriano Martins.