terça-feira, 29 de dezembro de 2020

a noite é boa conselheira ?

 As inspirações noturnas


O sono é um processo reparador e misterioso.... 

... pode ser tranquilo, ou de grande efervescência (sonhos e pesadelos). 

Também um processo em que se visitam muitos recônditos do consciente perdido no subconsciente. 


Todos esses dados armazenados (conscientes ou inconscientes) são muitas vezes entrançados, enredados, trabalhados e quantas vezes ao acordar, resultam em algo com sentido que corre o risco de se evanescer se não forem registados. Acontece-me muitas vezes, e por isso tenho pressa de passar essas “inspirações” noturnas para tape ou folha branca. E é uma urgência. 


... Vale o que vale !



NOBEL e as MULHERES / 2020

em 2020 estes grandes prémios trouxeram nomes de mulheres notáveis...

nem sempre tem sido assim... 

dezasseis mulheres receberam o Nobel de Literatura, mais que qualquer outro Prémio Nobel.

A poeta norte-americana Louise Glück venceu o Prémio Nobel da Literatura 2020, anunciou, esta quinta-feira, a Academia Sueca. O júri atribuiu o galardão a Glück, de 77 anos, para assinalar a sua "voz poética inconfundível, que com beleza austera, faz universal a existência individual".nte a viver em Cambridge, Massachussetts (EUA), é também professora de Inglês na Universidade de Yale".

O Prémio Nobel da Química 2020 foi atribuído a Emmanuelle Charpentier (francesa, 51 anos, Diretora do Max Planck Inst of Biology, Berlim) e Jennifer A. Doudna (USA, 56 anos, Professora UC, Berkeley) pelo "development of a method for genome editing."

 

Pritzker Prize em honra das laureadas de 2020 (Yvonne Farrell e Shelley Mcnamara (equivalente ao Prémio Nobel para a Arquitetura).


https://www.archdaily.com/949085/pritzker-prize-releases-video-to-honor-2020-laureates-yvonne-farrell-and-shelley-mcnamara?utm_medium=email&utm_source=ArchDaily%20List&kth=5%2C016%2C906&fbclid=IwAR0kHWDb7c-jRPXWU94cjKyPKrvInU2etYTpYGDHV4TNMh37EjjQ4YVkHn8




 






The Last Picture Show

Premonição?

Adeus às salas de cinema?


Vários filmes refletem sobre a criação da sétima arte ou a extinção desta, uma triste ameaça em tempos de coronavírus.

Filmes que falavam do cinema, da evasão da realidade e da magia... mas também aqueles que já narravam o vazio que sentiriam os espectadores ao encerrarem salas e acontecerem mudanças de paradigma. 


Uma curta lista:

Sunset Boulevard, Billy Wilder (1951)

The Last Picture Show, Peter Bogdanovich (1971)

Cinema Paradiso, Giuseppe Tornatore (1988)

Ed Wood, Tim Burton (1994)


Penso que a lista de filmes que refletem sobre a criação do cinema ou a extinção deste em seu habitat seria muito longa.


Como diz Carlos Boyero, El País.. “é uma lista comovente ao ser recordada. Mas talvez tenhamos sorte e as salas escuras sobrevivam. Os náufragos e os sonhadores continuamos precisando delas.”


Premonições / Paralelismos



passado, quase presente e futuro


A literatura é contundente, acompanha os factos, descreve-os e faz antevisões. Daniel Defoe escreveu "O Diário do Ano da Peste" em 1720, mais de meio século depois da peste de 1665. Pretendia documentar um acontecimento verdadeiro, quase um manual de sobrevivência criando um elo entre o leitor e o protagonista. Albert Camus, em 1947, consegue descrever a resistência e a resiliência do ser humano durante a peste, e perceber o paralelismo entre a catástrofe e a necessidade das relações humanas. La Valla (A Muralha), Netflix, em episódios de ficção científica futurista descreve acontecimentos passados no futuro, 2045 Espanha (Madrid), não tão longe da nossa realidade, em que um regime ditatorial foi instalado, pela falta de recursos naturais e situação pandémica. A vida no campo tornou-se impossível e, na cidade, uma muralha divide a população entre os poderosos e o resto. 


Momentos que percorrem um espaço temporal com as mesmas preocupações. Não ficam de fora "1984" de Orwell (1949) ou "Fahrenheit 451" de Ray Bradbury (1947). 


Como Kundera disse... “a vida é uma peça já em obra final, apresentada no palco inteiro sem regresso. Estamos como que atirados à permanente estreia.





a folha branca

As notas dispersas que aqui vão aparecendo têm sempre um início comum 

A folha A4

Folhas DIN A4

Papel especialmente indicado para uso em ambas as faces , em manuscritos, dactilografia, em impressora de jacto de tinta ou laser e para escritórios ou fotocopiadoras.

Apresentação : Pacote de 500 unidades

Qualidade : Papel branco de 80 gramas

Dimensões : 210 x 297 mm


Uma folha A4 é um suporte único que ultrapassa qualquer écran, computador, tablet, etc. Um desafio esta folha verdadeiramente branca, o terrível síndrome de que se vai ou não começar algo... não permite “cut and paste” ... quem lá escreve tem de ser assertivo, preciso e saber ao que vai... pode-se riscar, apagar com borracha ou corretor, mas isso é fazer batota... escrever sem parar é o que vale... depois das ideias estarem bem arrumadas no “computador central”.

Bom trabalho na paisagem branca, sem temores nem arrependimentos ... preenchendo o vazio... mas esta parte é o deleite de quem salta a barreira... e em geral tem um final feliz!

2020 quase 2021

A todos os AMIGOS que aqui "aterram" neste blog, com quem partilhamos os mais diversos assuntos, trocamos opiniões, "conversamos" e mantemos os assuntos em dia, desejo o melhor NATAL possível e um ano de 2021 diferente e esperançoso.

Com amizade.


Neste dias de final de ano vamos recolher alguns textos que apareceram no facebook e que de algum modo expressam este tempos conturbados. Obg. 








sexta-feira, 8 de maio de 2020

A ARDÓSIA DA COZINHA / COVID

Na parede da minha cozinha há uma parede que funciona como um quadro de ardósia.
Os conteúdos vão variando, desenhados a giz.
COVID-19 tinha de ocupar os espaço para lembrar que existe e está por cá ainda muito tempo...


                               (Carlos Farinha foi motivador!)