quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

… 200 anos de um Homem com H grande!


VIVA VERDI

2013 celebra os 200 anos de Giuseppe Verdi.
Os tenores e os sopranos cantaram o grande maestro, em desafios muitas vezes particularmente dificeis.

Villazón inicia a grande celebração.
Villazón Verdi (Deutch Gramophone) trás renovadas e sensíveis reediçõs de 15 árias, demontrando a grande diversidade do creador.
Esperemos o que ainda aí vem.

A atualidade e intemporalidade dos temas verdianos fica bem demonstrados pelas desafiantes produções de TRAVIATA (La Fenice, 2009, após o incêndio) e Rigoletto (MET, 2013) que trouxeram estas produções à atualidade, numa “roupagem” nova provando a modernidade dos textos, apoiados por música “for our ears”…

Jorge Calado no Expresso esta semana falava de Verdi e da sua permanência na enorme propriedade em Sant´Agata. Descrevia o músico, o sábio, o lavrador, o arquitecto, o patriota, o homem de bem… E Verdi disse: “ Se fosse governo, não pensava em partidos… pensava no pão para comer”.



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O pai do POP



A Tate Modern abre as suas portas a uma imensa retrospetiva de Roy Lichtenstein.
Fevereiro 21 a Março 27

Em conjunto com Andy Warhol, Lichtenstein protagonizou uma mudança radical na pintura e no mundo da publicidade. A arte tornou-se acessível e o movimento POP nasceu!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

... day and night...


A Fotografia de Thomas Weinberger
“Conheci” Thomas Weinberger, fotógrafo alemão na exposição que o Jorge Calado organizou na Fundação Calouste Gulbenkian (sala de Exposições Temporárias), Fevereiro a Abril de 2007 - INGenuidades - Fotos de Engenharia de 1946 a 2006.
Weinberg tem um método fotográfico especial e interessante que designou por “synthesen”. As imagens tornam-se quase irreais. Wienberger tira duas fotografias – uma durante o dia e outra durante a noite. As duas fotos, tiradas exatamente no mesmo local, são combinadas. Na imagem vemos, em simultâneo, aspectos do objeto, de dia e de noite.

Thomas Weinberger’s photography site

sábado, 9 de fevereiro de 2013

... de perder a cabeça...


O novo programa do MNAA-Museu Nacional de Arte Antiga, designado por Obra Convidada, que irá trazer ao Museu obras de arte de importantes instituições internacionais, inicia-se com Lucas Cranach, o Velho, Alemão (1472–1553).

Um espectacular confronto entre duas pinturas afins.

 Vinda do Metropolitan Museum of Art, de Nova Iorque, Judite com a Cabeça de Holofernes apresenta-se ao lado da célebre Salomé com a Cabeça de São João Baptista, do MNAA. Uma extraordinária ocasião para entrar em contacto com o peculiar e vasto universo feminino da obra de Cranach. Voluptuosidade podem ser emblemas de virtude heróica (Judite) ou
 de sedutora perversidade (Salomé) e onde frequentemente se esbatem ou se tornam ambíguas as noções de beleza, sagrada e profana.

 A reunião destas duas pinturas – pela primeira vez, dado que nunca participaram nas mesmas exposições – permite-nos ver a forma semelhante como Cranach retrata duas figuras diferentes, utilizando os mesmos artifícios e uma composição similar.



24 Janeiro – 28 Abril 2013
Galeria de Pintura Europeia do MNAA

OBRA CONVIDADA
Judite com a cabeça de Holofernes, ca. 1530
Óleo sobre madeira
89.5 x 61.9 cm
Rogers Fund, 1911, MoMA

Salomé
Óleo sobre madeira
61 x 49,5 cm
Academia Real de Belas-Artes, Lisboa
MNAA inv. 738 Pint

O tema da bela Salomé que através da insinuação da sua grande beleza e graciosidade da sua dança conseguiu de Herodes como recompensa e por instigação da mãe, a cabeça de João Baptista, é recriado de forma poderosamente sintética neste painel. A jovem, vestida com riquíssimos trajes recebe nas mãos a bandeja contendo a cabeça, acabada de cortar, do profeta. A força desta imagem reside também no jogo dos olhares: o de João Baptista que parece conter ainda uma réstia de vida, interpela o espectador, enquanto a bela e imperturbável princesa olha em frente, sem emoção, parecendo intocada pelo drama. No canto superior direito da pintura inscreve-se um dragão alado, marca da oficina do pintor, utilizada entre 1508 e 1537.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

por de trás de Paula Rego dois grandes homens...


Victor Willing
Pintor britânico 1928-1998
O marido, o amigo, o conselheiro, o critico.
Obras: Place with a Red Thing, Winter Machine, Standing Nude

Paul Coldwell
O “artesão” por trás das gravuras de PR
O seguidor, o executor, o calaborador

Nascido em Londres, estudou arte no College of Art, 1972-75 e em seguida, gravura em nível de pós-graduação na Slade School of Art, 1975-1977, onde teve como professores Barto, Dos Santos e Stanley Jones. Foi contratado como assistente no Slade, 1978-81. Nomeado Especialista de Gravura em Camberwell College of Arts, 1997-98. A integração dos computadores dentro da prática das belas artes permitiu o despetar do seu interesse no uso da tecnologia digital dentro de Gravura.  Foi curador de Metodologias de Computadores e Gravura com Tessa Sidey, para os Museus e Galerias de Arte de Birmingham de 1999 (Projeto financiado pelo AHRC - A Superfície personalizado dentro de Gravura Digital Fine Art. [www.arts.ac.uk/research/digitalsurface]). Em 2001, foi nomeado professor do Instituto de Londres (Universidade de Artes de Londres).
gravura - Paula Rego/Paul Coldwell
Além de seu ensino e prática de estúdio, ele trabalhou com Paula Rego em todas as suas gravuras entre 1985-2005, incluindo as Nursery Rhymes e Peter Pan. Escreveu o catálogo de Paula Rego, Printmaker 2005 para acompanhar a retrospectiva impressão e foi autor de um capítulo sobre sua técnica de gravura em Paula Rego (O trabalho gráfico completo, TG Rosenthal, Thames & Hudson).
O livro “Gravura: Uma Perspectiva Contemporânea” oferece um amplo panorama da história da gravura com foco em abordagens contemporâneas para ambas as tecnologias de impressão novos e velhos.
Arthouse Dublin, 1999
Brasão de Freud, Freud Museum de Londres de 1996
Bienal de impressão Ljubljana em 2005 e 1997
Trienal Internacional de Gravura, Cracóvia 2000, 2003 e 2006
Trabalhos representados em inúmeras coleções, incluindo Tate, Imperial War Museum, V&A Museum, Museu Britânico, Conselho de Artes da Inglaterra e Nova York Public Library.