domingo, 16 de dezembro de 2012

... o maior painel pictórico!


Raoul Dufy (3 Jun 1877 – 23 Mar 1953) pintor francês (Fauvista)
Desenvolveu uma pintura colorida, num estilo decorativo que se tornou moda em cerâmica, texteis e partes decorativas em edifícios. Pintou cenas de ar livre em cenas sociais. Um homem dos sete ofícios: impressor, ilustrador de livros, design para teatro e mobiliário e planificador de espaços públicos.

Raoul Dufy, Regatta at Cowes, (1934)
Washington, D.C. National Gallery of Art




Completou uma das maiores pinturas que podem ser contempladas. Uma enorme ode à electricidade, um fresco muito popular e admirado (La Fée Electricité) encomendado pela Electricidade de França para a Exposição Internacional de Paris em 1937. Exposto agora numa imensa sala oval no Centro de Arte Moderna em Paris (entrada livre).




segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Hopper-Hopper-Hopper


Edward Hopper, nasceu em Nyack, 22 de Julho de 1882 e faleceu em 15 de Maio de 1967. Um artista que se desenvolveu em múltiplas atividades desde pintor, artista gráfico e ilustrador norte-americano conhecido por suas pinturas de representações realistas “da solidão” na contemporaneidade. As obras desdobram-se em cénários variados desde os urbanos aos rurais. Os enquadramentos e as recriações em canvas reflectem a sua visão pessoal da vida moderna americana.





A exposição de EDWARD HOPPER no Grand Palais, Paris, até Fev 2013 é um acontecimento. Uma grande retrospetiva. Todo (quase) Hooper que conhecíamos e desconhecíamos: desde os tempos da escola com Mestre Henri, passagem por Paris, ilustração, aguarela, gravura e os óleos.
O estabelecimento da modernidade da pintura americana.

American Houses | Light houses | Scenic | Women |People / Socializing | Office / Town
agrupam a grande maioridade das obras.

Na realidade a observação detalhada dos quadros revela o contador de histórias nato. Há sempre algo a transmitir, uma situação a relatar e mesmo a ausência de “atores” en cena leva o observador o pensar “que aconteceu?” , “para onde foram”, “porquê?”.

Escolhidos alguns dos quadros no tema mulheres "sós". Algo que é recorrente como que uma solidão analisada numa atmosfera civilizacional contemporânea.



"Hotel Room", 1931, é a pintura de uma mulher jovem só num quarto de Hotel. A utilização de grandes manchas de cor quase monotónicas introduz o cenário. A cor obriga-nos (mesmo) a fixar na figura e posição corporal (gestual). Percebemos que lê de um modo desconcentrado. Está algures para além do quarto. Os sapatos dispersos, a mala de chegada ou de partida? Depressiva, triste, resignada? Que aconteceu? Que vai acontecer? 
Agora a nós de continuar a história.






O conjunto de mulheres “sós”, que aqui se reuniu, são exemplos de pinturas sobre temas com grande carga emocional. Em face de cada quadro… parar… observar… à suivre!
"Unconsciously, probably, I was painting the loneliness of a large city." Edward Hopper

Nota: Ilustração (comercial) é uma parte importante da obra (a sobrevivência do artista quando ainda não reconhecido), assim como a gravura. Um conjunto muito interessante de "figuras" de Paris desenhadas durante a estadias em França, é outro aspecto a conhecer. As gravuras são detalhadas em período intermédio e exploratórias do seguimento da obra.


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

... mais um adeus ... OSCAR NIEMEYER


... ele era a Arquitectura.
Amava a vida, gostava muito de desenhar e era amigo do seu amigo.
Para ele a Arquitectura era um hobby!

"Mais que objeto de discussão e estudo entre arquitetos e críticos, sua arquitetura [de Niemeyer] é também reconhecida e debatida por leigos, pelos usuários, pelo 'homem comum' — e é a este que Niemeyer quer servir, convicto de que criar beleza é a principal missão do arquiteto. Assim, embora seja de grande sofisticação e complexidade, a arquitetura de Niemeyer é essencialmente sedutora, por sua beleza, impacto e surpresa."

"Oscar Niemeyer equilibra-se entre contrastes. Insiste no papel da intuição e combate aqueles que acreditam em 'uma arquitetura ideal, obediente a princípios preestabelecidos, [que] seria a disseminação da mediocridade, da monotonia e da repetição', citando com frequência Heidegger:'a razão é inimiga da imaginação. Por outro lado, é um homem culto que reconhece o quanto enriqueceu intelectualmente graças à literatura, à filosofia e à arte: 'Não basta ser um bom profissional.”

"É preciso conhecer seu país, conhecer o mundo, saber se conduzir. Niemeyer bebeu de várias fontes e soube aproveitar o melhor dos mestres com quem cruzou ao longo de seus anos de formação. Uma vez que formou suas convicções, no entanto, não as mudaria mais — como se em determinado momento estivesse pronto."


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

... ADEUS JOAQUIM BENITE



Joaquim Benite (1943-2012)
O encenador Joaquim Benite, director do Teatro Municipal de Almada e do Festival de Almada, faleceu esta noite, na sequência de complicações respiratórias motivadas por uma pneumonia. O fundador da Companhia de Teatro de Almada preparava a estreia absoluta em Portugal de Timão de Atenas, de Shakespeare, que representaria o seu regresso à actividade após um período de ausência dos palcos por motivo de doença. O País perde assim um dos seus mais prestigiados encenadores, ligado ao movimento de renovação do Teatro português no período que antecedeu e que se seguiu à Revolução de 1974.   

Joaquim Benite nasceu em Lisboa em 1943. Começou a trabalhar como jornalista, aos 20 anos, no jornal República. Posteriormente fez parte da redacção do Diário de Lisboa efoi chefe de redacção dos jornais O século e O diário. Foi crítico de teatro no Diário de Lisboa e em diversas revistas e publicações.
Em 1971 fundou o Grupo de Campolide e estreou-se na encenação com O avançado centro morreu ao amanhecer, de Agustin Cuzzani. Com a peça Aventuras do grande D. Quixote de la Mancha e do gordo Sancho Pança, de António José da Silva, ganhou, no ano seguinte, o Prémio da Crítica para o melhor espectáculo de teatro amador.
Em 1976, no Teatro da Trindade, transformou o Grupo de Campolide em companhia profissional. Em 1978 a sua companhia instala-se em Almada, cidade de onde não mais sairia, e que transformou num dos principais focos teatrais do País, cujo expoente máximo será porventura o Festival de Almada, criado em 1984, e que em 2013 terá a sua 30ª edição. Em 1988, Joaquim Benite inaugura o primeiro Teatro Municipal dessa cidade, e em 2005 é finalmente concluído o projecto do novo Teatro Municipal de Almada — num edifício da autoria de Manuel Graça Dias e Egas José Vieira —, que se tornou num dos principais teatros do País.
Tendo criado mais de uma centena de espectáculos, Joaquim Benite foi responsável pela estreia em teatro de José Saramago, de quem dirigiu A noite (1979) e Que farei com este livro? (1980 e 2007). Encenou ainda obras de Shakespeare, Molière, Brecht, Lorca, Bulgakov, Camus, Adamov, Gogol, Beckett, Albee, Neruda, Thomas Bernhard, Sanchis Sinisterra, Antonio Skármeta, Pushkin, Peter Schaffer, Marguerite Duras, Dias Gomes, Nick Dear, O’Neill, Marivaux, Feydeau, Almeida Garrett, Gil Vicente, Raul Brandão, entre muitos outros.
Entre os seus últimos trabalhos contam-se: Que farei com este livro, de José Saramago (2007); as óperas A clemência de Tito, de Mozart (2008), O doido e a morte (2008) e A rainha louca (2011), de Alexandre Delgado; O presidente, de Thomas Bernhard (2008); Timon de Atenas, de Shakespeare (Festival de Mérida, 2008); A mãe, de Brecht (2010);Tuning, de Rodrigo Francisco (2010); Troilo e Créssida, de Shakespeare (2010); e Hughie e Antes do pequeno-almoço, de Eugene O’Neill (2010).
Entre os numerosos prémios e distinções com que foi distinguido, Joaquim Benite foi agraciado com as Medalhas de Ouro dos Municípios de Almada e da Amadora, e as Medalha de Mérito Cultural do Ministério da Cultura e Mérito Distrital do Governo Civil de Setúbal. Foi-lhe também atribuído o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique; os graus de Cavaleiro e Oficial da Ordem das Artes e das Letras de França; e o grau de Comendador da Ordem do Mérito Civil de Espanha. (texto TMA)

sábado, 1 de dezembro de 2012

... talvez o último 1 de Dezembro!

Dia da Indepêndencia

Restauração da Independência é a designação dada à revolta dos portugueses, iniciada em 1 de Dezembro de 1640, chefiados por um grupo designado de Os Quarenta Conjurados e que se alastrou por todo o país, contra a tentativa da anulação da independência do Reino de Portugal pela governação da Dinastia filipina, e que vem a culminar com a instauração da 4ª Dinastia Portuguesa que parte da casa de Bragança. É comemorada anualmente em Portugal por um feriado no dia 1 de Dezembro

Palavras chave: independência, nação, identidade, significado

Deixem-nos comemorar!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

... espectros e arte!


ARTE / Química / Física
Os Espectros de Emissão dos Elementos
a motivação – inspiração

A magia que alcançam os espectros de emissão dos elementos igualam as cores de Rothko, Matisse e Giotto, não falando nos ocres de Altamira ou a luminosidade de Rembrand.
Balcells
 Alguma equação química (ou fisica) guarda a memória esquecida das origens.
Cortazár
 (… a Equação de Shroendinger)

O espectro de emissão de um elemento químico é um conjunto de frequências de radiação electromagnética emitidas pelos electrões de um átomo quando regresssam ao estado fundamental de energia. Cada espectro de emissão de um elemento é único (uma impressão digital) permitindo identificações especificas.

Motivação para umas pinturas... (JM - 2011, 2012)





Ver espectros de emissão dos elementos em