quinta-feira, 24 de outubro de 2013

... Açores

Entre os grandes continentes, no meio do Atlântico...
Mais falaremos...
Uma fuga curta.


terça-feira, 1 de outubro de 2013

... Zimler de novo!


«A Sentinela», de Richard Zimler
Lançamento 4 de outubro, edição Porto Editora

A Sentinela, novo romance de Richard Zimler, que desta vez nos apresenta um policial psicológico, vai chegar às livrarias a 4 de outubro, numa edição Porto Editora, casa que passou a lançar os livros do escrito nascido nos Estados Unidos mais há muito radicado em Portugal. O livro será apresentado em Lisboa por Daniel Sampaio a 8 de outubro, às 18h30, no El Corte Inglés, e a 2 de novembro, às 17h00, no Porto, por Elisa Ferreira, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no âmbito do Porto de Encontro. 
A par de A Sentinela, a Porto Editora reedita ainda O Último Cabalista de Lisboa, romance histórico que lançou internacionalmente Richard Zimler, que vive no Porto desde 1990, onde lecionou na Escola Superior de Jornalismo e na Universidade do Porto.

A Sentinela
«6 de julho de 2012. Henrique Monroe,inspetor-chefe da Polícia Judiciária, é chamado a um luxuoso palacete de Lisboa para investigar o homicídio de Pedro Coutinho, um abastado construtor civil. Depois de interrogar a filha da vítima, Monroe começa a acreditar que Coutinho foi assassinado ao tentar defender a perturbada adolescente do violento assédio sexual de algum amigo da família. Ao mesmo tempo, uma pen que o inspetor descobre escondida na biblioteca da casa contém alguns ficheiros com indícios de que a vítima poderá também ter sido silenciada por um dos políticos implicados na rede de corrupção que o industrial montara para conseguir os seus contratos.
Tendo como pano de fundo o Portugal contemporâneo, um país traído por uma elite política corrupta, que sofre sob o peso dos seus próprios erros históricos, Richard Zimler criou um intrigante policial psicológico, com uma figura central que se debate com os seus demónios pessoais.»

sábado, 21 de setembro de 2013

Outono em Português....




Quando, Lídia, vier o nosso outono
Com o inverno que há nele, reservemos
Um pensamento, não para a futura
Primavera, que é de outrem,
Nem para o estio, de quem somos mortos,
Senão para o que fica do que passa
O amarelo atual que as folhas vivem
E as torna diferentes.
                                                   
Ricardo Reis


Uma névoa de Outono o ar raro vela,

Cores de meia-cor pairam no céu.

O que indistintamente se revela,

Árvores, casas, montes, nada é meu.



Sim, vejo-o, e pela vista sou seu dono.

Sim, sinto-o eu pelo coração, o como.

Mas entre mim e ver há um grande sono.

De sentir é só a janela a que eu assomo.



Amanhã, se estiver um dia igual,

Mas se for outro, porque é amanhã,

Terei outra verdade, universal,

E será como esta [...]

Fernando Pessoa