sexta-feira, 31 de julho de 2015

Cadernos da China...


   
2015 / Julho 18-31


Cadernos da China 1
Uns tempos em Beijing e outras paragens por motivos de trabalho e outros... Chegada 19 (A380 China Southern Airlines de Amsterdam). Uns relatos sumários (partilhas) vão aparecendo, esquecendo aqueles “musts” habituais: Tianan ́men, Cidade Proibida, Palácio do Céu, a Grande Muralha, O Mausuléu do Mao (agora com restrições na visita), Palácio de Verão, e aquelas envolvências mercantis. Sempre encontrei uma semelhança com Moscovo (frutos das ditaduras “opulentas”); Beijing é uma cidade não pensada à escala Humana. Andar a pé complicado, taxi ou metro (preparar para enfrentar a dificuldade de obter informação – os locais em geral só gostam de falar chinês). O cimento armado tem tomado conta da paisagem, e os recantos do passado (em particular os Hutongs) têm de ser procurados com minúcia e algum arrojo/aventura.

Cadernos da China 2
Beijing e MacDonald nas ruas da cidade...

Cadernos da China 3
Mercados noturnos são apelativos numa cidade quente e húmida. O Mercado de Donghuamen (perto de uma zona bem comercial da “baixa” -Wanfuging) atrai multidões locais (poucos estrangeiros) que se comprimem para saborear iguarias vareadas. Na China o que “mexe come-se”... e muito dos conteúdos ainda mexem mesmo, outros não, para todos os sabores e cheiros que pairam no ar. E dentro da normalidade (que é isso?), há muita coisa bem interessante para experimentar e descobrir. Encarando a coisa de frente e dependendo da coragem de cada um, resulta uma noite bem passada. 

Cadernos da China 4

O Pós-Olímpico

Water Sports, Torre Olímpica, IBM, Bird ́s Nest    

Cadernos da China 5

Somos 9-10 milhões em Portugal

Chinenes são 1.35 bilhões
Em proporção, numa composição do metro (5 carruagens) apinhada, dois portugueses são uma proporção razoável...
Mas estamos sós ...
Os turistas preferem viagens em grupos organizados e apanham taxis...
Muito raro ver estrangeiros em transportes públicos.
Somos muito apreciados e curiosos tiram fotos connosco.


Cadernos da China 6
Apanhados na rua por um Professor de Artes da Universidade de Beijing. Conversa puxa conversa e terminámos numa exposição de pintura.

Cadernos da China 7
No centro das compras Wanfuging, em ligação com uma livraria, um pequeno “food court” muito bem organizado, com livros como cenário. Tempos modernos e de evolução em Beijing... mais ocidental... não sei se bom ou mau !
     
Cadernos da China 8
Ainda existem lugares que lembram o passado. É preciso procurar. Tipo Hutong, casas pequenas em ruas estreitas, comércio, restaurantes (muitos dim sums), pastelarias (bolos diferentes, uns lembram os nossos pastéis de nata), mercearias, casas que vendem chás, lojas de caligrafia... e passam rickshaws... Parece haver um esforço enorme de preservação nestes últimos tempos, contrariando a impressão que tinha ficado na última visita. Ainda bem!

Cadernos da China 9

Coisas:

Segurança por todo o lado (check points (raios X): metro, parques, edificios, etc.? ... mesmo à porta das salas de conferência.
Como nos velhos tempos muito emprego para “encher”...
Motoretas e pequenos transportes tudo a baterias (menos poluição)
Metros cheios e pessoas com ares de zombies a olhar para os Smasungs e iPhones.
A comunicação é quase impossível.
Uma sociedade que evoluiu tecnologicamente sem conseguir ainda desligar de um pesado passado.
A cidade olímpica é visitada por enchentes de chineses, assim como outros locais de culto... Museu Nacional da China, Cidade proibida, Tianan ́men.
As passagens de peões são armadilhas para os transeuntes.
A comida é barata.
Definitivamente os turistas fazem “caminhos” distintos da população chinesa (grupos e tours organizados). Muito poucos turistas nas zonas muito frequentadas pelos locais.
Adorámos as estações de comboios (Beijing, Shangai e Hangzhou). Modernas, enormes, funcionais, fáclizareis de uti... Nem quero comparer com Santa Apolónia, nem mesmo Oriente... verdeiramente um novo conceito.



Cadernos da China 10

Quianem District
Mesmo ao lado de Tianan ́men ...
Era uma zona degradada com algum comércio. Talvez por causa dos Jogos Olímpicos uma recuperação notável... mantendo uma traça original, de bairro (Hutong), tijolos cinzentos, mas agora com bons pavimentos, zonas pedonais e comercio tradicional mas que começa a ter competidores (H&M, ZARA, Starbuck e claro, por ser frito, KFC tem muita implementação). Farmácias e medicina chinesa, loja de pickles, pastelarias e casas de venda de chás). Nota-se uma melhoria acentuada nestas lojas que começam a ter conceito e design. Algumas mesmo trendy.
Xuanwu District

Não muito longe o Artes Antigas e Distrito Cultural Liu Li Chang

Na zona de Rong Bao Zhai vendem-se rice papers de boa qualidade, pincéis, leques, frascos (de vidro) medicinais pintados à mão, tintas da china e pinturas.

http://www.thebeijinger.com/directory/rong-bao-zhai https://www.youtube.com/watch?v=Y2G7EhjVn8page5image3040 page5image3200   
Cadernos da China 11

O famoso pato à Pequim

Quan Jue é uma instituição perto de um dos castelos dos samurais que ladeiam a praça de Tiananmen. Patinho assado inteiro, desmachado na mesa com panquecas, molho espesso (plum sauce) e cebolinho e outro vegetais. A “delicatessen” é mesmo a pele bem tostada e separada num prato especial. Zona de Quiamen.
Beijing by night - Foto
   

Cadernos da China 12

O Museu Nacional da China
Muito perto de Tiananmén. Um espaço gigantesco e monumental.
Um enorme investimento e décadas de trabalho para contar a história da China. Uma interessante sala explicando o design da reestruturação do museu.
Grandes murais, pintura socialista/realista com muitas nuances pictóricas. Uma maravilha. Pena todas as tabelas estarem em chinês. Multidões na entrada. Também esculturas de Dali e muitas exposições temporárias.



Cadernos da China 13

Encontro da Ciência com a Arte
No início e final da Conferência um encontro inesperado da Química Bioinorgânica com a Ópera de Beijing e ....

Jantar da Conferências – Danças Tradicionais


Cadernos da China 14
07/25 a 07/29
Beijing, Shangai, Hangzhou, Shangai, Beijing
uma fuga de Beijing e volta
(detalhes em breve)
dia
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partida
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Transfer
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Visitas
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01
Beijing
Hi-speed Rail G117 1005/1529
Shanghai
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02
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Shanghai
Jade Buddha Temple, Yuyuan Garden, Silk Factory, The Bund, Shangai Museum, Nanjing Road, The Old Town
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03
Shanghai
Hi-speed Rail G7505 0905/0957
Hangzhou
Shanghai railway station para Hangzhou railway station, West Lake with ferry cruise, Lingyin Temple, Tea Village, Six Harmonies Pagoda,
04
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Hangzhou
carro
Shanghai
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Qinghefang (Imperial) Street, volta a Shanghai
05
Shanghai
page7image37992
Hi-speed Rail G14 1000/1455
Beijing
Short tour
Shanghai railway station Beijing railway station
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Shangai 
Hangzhou

Cadernos da China 15
Ùltimo dia em Beijing.
A Grande Muralha.
Templo de Confúcio e Mercado de Panjiayauan

Partida no voo da noite para Amsterdam / Lisboa. 

caderno 1

caderno 2


caderno 3

caderno 4
caderno 5 - Metro 
 caderno 6

 caderno 7
 caderno 8
 caderno 10 - Distrito Cultural
        caderno 11- Pato à Pequin e Beijing à Noite

 caderno 12 - Museu Nacional da China

 caderno 13 - Conf e Jantar
 caderno 14 Shangai e Hangzhou
caderno 15 - Grande Muralha


segunda-feira, 18 de maio de 2015

Leituras

Frederico Lourenço
Os Lugares Supracelestes / 2015 / Cotovia

Notas sobre o autor
Licenciou-se, em 1988, em Línguas e Literaturas Clássicas na Universidade de Lisboa, onde mais tarde se doutorou com uma tese sobre os cantos líricos de Eurípides, tendo sido aprovado por unanimidade por um júri que incluiu Maria Helena da Rocha Pereira (Universidade de Coimbra) e James Diggle (Universidade de Cambridge). A tese foi publicada com o título "The Lyric Metres of Euripidean Drama" (Coimbra, Classica Digitalia, 2011). De 1989 a 2009 foi docente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Desde Novembro de 2009 é professor associado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Tendo-se dedicado durante anos ao estudo e tradução da poesia grega (com destaque para Homero), começou a voltar-se para outros interesses a partir de 2007: Estudos Bizantinos, Germanística e História da Dança. Em 10 Abril de 2008, estreou, com grande êxito crítico, no Teatro da Cornucópia de Lisboa, a sua versão da peça Don Carlos de Friedrich Schiller, com encenação de Luis Miguel Cintra.

Obra /Ficção
O autor publicou uma trilogia de romances: Pode um Desejo Imenso (2002, prémio PEN Clube 2002), O Curso das Estrelas e À Beira do Mundo. Em 2006 estes romances foram publicados num único volume. Escreveu também uma colectânea de contos A Formosa Pintura do Mundo (2005) e dois livros autobiográficos: Amar não Acaba (2004) e A Máquina do Arcanjo (2006). Em 2007 foi editada uma colectânea de crónicas suas intitulada Valsas Nobres e Sentimentais.

Tradução
Em 2003, foi publicada a sua tradução em verso da Odisseia de Homero, que ganhou o prestigiado Prémio D. Diniz da Casa de Mateus, assim como o Grande Prémio de Tradução - APT (Assoc. Port TRAD)/ PEN Clube 2003. Em 2005 foi a vez da sua tradução da Ilíada, e em 2006 seguiu-se uma antologia Poesia Grega de Álcman a Teócrito. Traduziu também duas tragédias de Eurípides, Hipólito e Íon. Em 2005 foi publicada uma adaptação sua da Odisseia destinada a um público juvenil. Em 2006 sai Ensaios sobre Píndaro, organizada por Frederico Lourenço, e que contém textos de seus e de outros académicos.

Colaborou com a Cinemateca Portuguesa na elaboração de textos sobre cinema e na realização de catálogos, e nos jornais O Independente, Expresso, Público e Diário de Notícias

Prémios
2002: Prémio PEN Clube 2002 (Primeira Obra)
2003: Prémio D. Diniz da Casa de Mateus
2003: Grande Prémio de Tradução - APT (Assoc. Port TRAD)/ PEN Clube 2003

2006: Prémio Europa – David Mourão-Ferreira

domingo, 10 de maio de 2015

MET em HD - Programação 2015-2016

2015–16 Live in HD Schedule

Verdi's Il Trovatore
October 3, 2015
Soprano Anna Netrebko’s dramatic and vocal skills are on full display in her next new role at the Met—Leonora, the Verdi heroine who sacrifices her own life for the love of the gypsy troubadour. Tenor Yonghoon Lee sings the ill-fated Manrico, baritone Dmitri Hvorostovsky is his rival, and mezzo-soprano Dolora Zajick is the mysterious gypsy with the troubled past. Marco Armiliato conducts Sir David McVicar’s Goya-inspired production.

Verdi's Otello–New Production
October 17, 2015
Verdi’s masterful Otello  matches Shakespeare’s play in tragic intensity. Director Bartlett Sher probes the Moor’s dramatic downfall with an outstanding cast: tenor Aleksandrs Antonenko plays the doomed Otello; new soprano star Sonya Yoncheva sings Desdemona, Otello’s innocent wife and victim; and baritone Željko Lučić plays the evil Iago, who masterminds Otello’s demise. Dynamic maestro Yannick Nézet-Séguin conducts.

Wagner’s Tannhäuser
October 31, 2015
James Levine conducts Wagner’s early masterpiece in its first return to the Met stage in more than a decade. Today’s leading Wagnerian tenor Johan Botha takes on the daunting title role, opposite soprano Eva-Maria Westbroek as Elisabeth, adding another Wagner heroine to her Met repertoire after her acclaimed Sieglinde in the Ring a few seasons ago. On the heels of his recent triumph in Parsifal, baritone Peter Mattei sings Wolfram, and mezzo-soprano Michelle DeYoung is the love goddess, Venus.

Berg’s Lulu–New Production
November 21, 2015
Acclaimed artist and director William Kentridge (The Nose) applies his unique theatrical vision to Berg’s notorious femme fatale who shatters lives, including her own. Musically, the masterful score is in the sure hands of Met Music Director James Levine. Soprano Marlis Petersen has excited audiences around the world with her portrayal of the tour-de-force title role, a wild journey of love, obsession, and death. Susan Graham joins a winning cast, including Daniel Brenna and Johan Reuter.

Bizet’s Les Pêcheurs de Perles–New Production
January 16, 2016
Bizet’s gorgeous opera of lust and longing set in the Far East returns to the Met stage for the first time in 100 years. Soprano Diana Damrau stars as Leïla, the beautiful Hindu priestess pursued by rival pearl divers competing for her hand. Her suitors are tenor Matthew Polenzani and baritone Mariusz Kwiecien, who sing the lilting duet “Au fond du temple saint,” which opera fans know and adore. Director Penny Woolcock explores the timeless themes of pure love, betrayal, and vengeance in a production that vividly creates an undersea world on the stage of the Met. Conductor Gianandrea Noseda brings his romantic flair to the lush score from the composer of Carmen.

Puccini's Turandot
January 30, 2016
Nina Stemme, one of opera’s greatest dramatic sopranos, takes on the title role of the proud princess of legendary China. Tenor Marco Berti is Calàf, the brave prince who sings “Nessun dorma” and wins her hand. Franco Zeffirelli’s golden production is conducted by Paolo Carignani.

Puccini’s Manon Lescaut–New Production
March 5, 2016
The Met stage ignites when soprano Kristine Opolais and tenor Jonas Kaufmann join forces in Puccini’s obsessive love story. Opolais sings the title role of the country girl who transforms herself into a Parisian temptress, while Kaufmann is the dashing student who desperately woos her. Director Richard Eyre places the action in occupied France in a film noir setting. “Desperate passion” is the phrase Puccini himself used to describe the opera that confirmed his position as the preeminent Italian opera composer of his day. Met Principal Conductor Fabio Luisi leads the stirring score.

Puccini's Madama Butterfly
April 2, 2016
Anthony Minghella’s breathtaking production has thrilled audiences ever since its premiere in 2006. One of the world’s foremost Butterflys, soprano Kristine Opolais, takes on the title role, and Roberto Alagna sings Pinkerton, the naval officer who breaks Butterfly’s heart. Karel Mark Chichon conducts.

Donizetti's Roberto Devereux—Met Premiere
April 16, 2016
Soprano Sondra Radvanovsky takes on the extraordinary challenge of singing all three of Donizetti’s Tudor queens in the course of a single season, a rare feat made famous by Beverly Sills—and not attempted on a New York stage since. In this climactic opera of the trilogy, directed by Sir David McVicar, she plays Queen Elizabeth I, forced to sign the death warrant of the nobleman she loves, Roberto Devereux. Tenor Matthew Polenzani is Devereux, and mezzo-soprano Elīna Garanča and baritone Mariusz Kwiecien complete the principal quartet in the bel canto masterpiece, conducted by Donizetti specialist Maurizio Benini.

Strauss's Elektra–New Production
April 30, 2016
The genius director Patrice Chéreau (From the House of the Dead) didn’t live to see his great Elektra production, previously presented in Aix and Milan, make it to the stage of the Met. But his overpowering vision lives on with soprano Nina Stemme—unmatched today in the heroic female roles of Strauss and Wagner—who portrays Elektra’s primal quest for vengeance. Legendary mezzo-soprano Waltraud Meier is chilling as Elektra’s fearsome mother, Klytämnestra. Soprano Adrianne Pieczonka and bass Eric Owens are Elektra’s troubled siblings. Chéreau’s musical collaborator, Esa-Pekka Salonen, conducts.