domingo, 31 de julho de 2011

... Julho mês nefasto... Lepecki...

Depois de Freud e Winehouse...

Morreu a escritora Maria Lucia Lepecki, Professora da FL-UL (1940-2011). 
Lepecki nasceu no estado de Minas Gerais, Brasil, mas estava radicada há várias décadas em Portugal, sendo uma profunda conhecedora da literatura portuguesa (Camilo, Eça, Julio Diniz).

afável, excelente comunicadora, eclética
festiva, inteligente
crítica literária, ensaísta
entusiasta pela atenção ao quotidiano e  cultura de massas

Uma grande perda para o país e para a literatura.
Esta brasileira de nascimento, adoptou o nosso país para viver e era contra o acordo ortográfico!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

…veni, vidi, vici, valter!


valter hugo mãe

Festa Literária Internacional de Paraty, Brasil - FLIP









Ocorreu de 6 a 10 de julho.
Valter Hugo Mãe (VHM) arrebatou a plateia.
Comoveu-se, chorou e fez chorar uma plateia de 2000 pessoas.
Falou dos amigos brasileiros que o fizeram uma pessoa melhor.
Na FLIP foi o único autor a esgotar um livro na livraria do evento. O escritor português teve a honra única de estar, em simultâneo, na capa dos principais jornais brasileiros.
Dias depois asisti à entrevista na TVi com Judite de Sousa. Tímido, complexo (e ao mesmo tempo simples), falou de como deixou de ser advogado (cansado de tratar de divórcios de senhoras que tinham idade de ser sua mãe) e se dedicou à poesia e aos livros (romance). O próximo livro de VHM é sobre um homem que aos 40 anos descobre que quer ter um filho. Tal como o escritor.
  
LIVROS 
a máquina de fazer espanhóis
romance
alfaguara, 2010.
o apocalipse dos trabalhadores
romance
quidnovi, 2008
o remorso de baltazar serapião
romance
quidnovi, 2006, vencedor do prémio josé saramago.
o nosso reino
romance
quidnovi, 2004
contabilidade, poesia 1996 – 2010
poesia recolhida 1996-2010
alfaguara, 2010
as mais belas coisas do mundo
ilustrações de paulo sérgio beju
alfaguara, 2010
o rosto
ilustrações de isabel lhano
alfaguara, 2010
a história do homem calado
ilustrações de valter hugo mãe
quidnovi, 2009
a verdadeira história dos pássaros
ilustrações de valter hugo mãe
quidnovi, 2009

domingo, 24 de julho de 2011

... bye Amy!




Amy Winehouse (27 anos)
Morreu ontem, Julho 23
Encontrada no apartamento em Londres
Uma morte anunciada?




O apogeu e queda de uma estrela.
Cantor-compositora com um leque vocal surpreendente, misturando R/B, soul, and jazz. Uma voz poderosa (geração de Adele, Duffy, Jessie J) que infelizmente será associada a uma vida descontrolada.
Lembremos antes o seu talento!

sábado, 23 de julho de 2011

... escultor da tinta!


Lucien Freud 
tinha 88 anos, morreu de morte súbita… hoje!

neto de Sigmund Freud

um dos maiores pintores dos sec. XX e XXI
     realismo perturbador
         arte figurativa
                nus humanos
                                                          autoretrato 1985
                      

terça-feira, 19 de julho de 2011

... eternas meninas...


Umas das obras mais carismática, enigmática e genial da pintura mundial.
As Meninas de Velazquez…
Um dos quadros que mais me fascina… pode-se passar horas no Museu do Prado a olhar para a tela (enorme) e tentar descobrir/adivinhar/decifrar toda a trama, intriga e histórias que se passam na tela… desde a entrada dos Reis de Espanha, ao Velasquez que se repinta ao espelho, à monja com grande empatia pelo cavaleiro, e à tranquila menina com seu cão…

para saber mais

As Meninas são de Velasquez, mas também são de Picasso (Barcelona, Museu Picasso) 
e o Corte Inglés não resistiu em trazer as Meninas á ribalta…
Bom ver a arte maior como fonte inspiradora e sair à rua!

um pedido: se alguém encontrar referência de um fime em tempo real feito sobre as meninas e que foi apresentado no Museu Paul Getty de LA, envie um comentário

Na falta deste video,  partilho um outro magnífico em 3D - Guernica, já que falámos sobre Picasso.

domingo, 17 de julho de 2011

… pura inveja…


Alguns amigos lamentam não ter ido ao Super Bock -Super Rock, Meco.
Eu também.
Uns por comodidade, uns por acordarem tarde, outros por falta de tempo…
Última sexta-feira fabulosa… Lotação esgotada para os Arcade Fire (não desiludiram e empolgaram as multidões) e os Portishead (que ultrapassaram todos os receios que as canções não rimassem com as massas presentes). Beth Gibbons perdeu o seu distanciamento e encantou! Foram as estrelas da noite.
The Gift e Rodrigo Leão grande dignidade.
Não falando no Legendary Tiger Man e os B-Fachada que abriram.
Apenas sei isto pelos ecos da imprensa… but “what a night!”.
Mortinho de inveja pois….


sábado, 16 de julho de 2011

Sem gravata é mais fresco….



A nova Ministra da Agricultura (e muitas mais coisas) começou em grandes reformas. Uma (e talvez única) medida muito mediática foi abolir (ontem) o uso de gravata e fato no Ministério, o que vai contribuir para uma diminuição importante dos gastos do Estado em ar condicionado (AC). Ao mesmo tempo, os media (TSF) entrevistavam o nosso Embaixador no Japão que testemunhou que os japoneses já fizeram o mesmo, mas vão de camisa branca aberta e calças cinzetas. Confortável, à vontade (casual) mas chic. O próprio garantiu, no interessante testemunho, que às vezes também não punha gravata e podia agora aumentar substancialmente a temperatura do AC no gabinete.
Portanto, graças a estas medidas urgentes e ao interesse dos media, por assuntos graves e importantes, estamos mais descansados e as despesas públicas vão diminuir substancialmente. Atentos ao Dow Jones nos próximos dias, que devem reflectir a introdução destas medidas. Obrigado Assunção Crista.

Sugestões do Ministério para o próximo Outono (casual chic business - men)


quinta-feira, 14 de julho de 2011


WORKS IN THE EXHIBITION

Highlight

John Baldessari 
(1931…, California)





American conceptual artist known for his work featuring found photography and appropriated images. He lives and works in Santa Monica and Venice, CA.
He has created thousands of works that demonstrate—and, in many cases, combine—the narrative potential of images and the associative power of language within the boundaries of the work of art. His art has been featured in more than 200 solo exhibitions in the U.S. and Europe: Tate, MOMA, etc. His work has had a huge influence on Cindy Sherman, David Salle, and Barbara Kruger among others.
Six Colorful Inside Jobs, 1977
16 mm color film transferred to video (color, silent)
30 min
© courtesy John Baldessari
Baldessari’s use of colour involves seemingly arbitrary but internally logical systems. In "Six Colorful Inside Jobs" John Baldessari draws a parallel between a double process of life and creation. The video shows a room being painted in six different colors, each color of the spectrum corresponding to a day of the week. 
This work, which started as a performance/installation, integrates the artist as a comic figure faced with contemporary history 'that of American painting' and shifts his function toward that of a house painter. Through this form of irony, Baldessari shows to what extent instruments and materials help him define the subtle limits between art and work, art and life.
Note: Be patient when watching the moovie. The initial sequence gives immediately the 1D/3D vision that colour introduces in the white room (JM). Remarkable!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

… Villazon canta filmes…


Para cinéfilos… um presente especial
Rolando Villazón – La Strada - Songs from the movies!
Publicado: Junho 2011

Ficha Técnica

1.
Travelling Down a Lonely Road (Gelsomina) from La Strada
Music by Nino Rota · Lyrics by Michele Galdieri
arr. Nicholas Dodd
3:32
2.
She from Notting Hill Music by Charles Aznavour · Lyrics by Herbert Kretzmer
arr. Nicholas Dodd
2:27
3.
Smile from Modern Times Music by Charlie Chaplin · Lyrics by John Turner and Geoffrey Parsons
arr. Nicholas Dodd
3:42
4.
A Piece of Sky from Yentl Music and Lyrics by Michel Legrand, Alan Bergman and Marilyn Bergman
arr. Steven Baker
4:07
5.
Autumn Leaves (Les Feuilles mortes) from Les Portes de la nuit Music by Jacques Enich & Joseph Kosma · Lyrics by Jacques Prévert
arr. Nicholas Dodd
2:42
6.
Al otro lado del río from The Motorcycle Diaries Music and Lyrics by Jorge Drexler
arr. Steven Baker
3:06
7.
The Windmills of Your Mind from The Thomas Crown Affair Music by Michel Legrand · Lyrics by Alan Bergman and Marilyn Bergman
arr. Nicholas Dodd
3:44
8.
The Summer Knows from Summer of ’42 Music by Michel Legrand · Lyrics by Alan Bergman and Marilyn Bergman
arr. Nicholas Dodd
3:01
9.
When You Wish Upon a Star from Pinocchio Music by Leigh Harline · Lyrics by Ned Washington
arr. Nicholas Dodd
2:23
10.
Non, je ne regrette rien from La Vie en rose Music by Charles Dumont · Lyrics by Michel Vaucaire
arr. Nicholas Dodd
3:21
11.
Dear Father – Be – Lonely Looking Sky from Jonathan Livingston Seagull
Music and Lyrics by Neil Diamond
arr. Steven Baker
4:15
12.
Rainbow Connection from The Muppet Movie Music by Kenneth L. Ascher · Lyrics by Paul H. Williams
arr. Steven Baker
4:13

Rolando Villazón tenor
The City of Prague Philharmonic Orchestra
Conducted by Nicholas Dodd 
Concert Master: Michael Hradisky
Steven Baker piano 
(A Piece of Sky, Dear Father, Rainbow Connection)
Ian Stephenson guitar 
(She, Al otro lado del río, The Windmills of Your Mind)
CD/Download 477 9729
Produced by Simon Franglen
Mixed by Jon Bailey
Engineered by Darren Hall, Jon Bailey & Simon Franglen
Assistant Engineer: Quentin Belarbi
Recording: Air Studios London · Red Room Studios, Paris · Downhill Studios, Newcastle 2011 
Music Copying: Jonathan Rathbone
Vocal Lead Sheets: Graham Michael Foote

domingo, 10 de julho de 2011

… lutando com o canvas…

Dizem que existe o síndroma do papel (da folha) branca … também extensível ao écran, à tela, e ao canvas… Sally Potter assim começava o filme “Lições de Tango”.
Uma metáfora, talvez, isto da página em branco. Representa o começar, o desafio… o sindroma… a folha branca … todo um “landscape” para iniciar algo (escrita, desenho, pintura, projecto, plano, etc) com ideias preconcebidas ou sem… talvez seja melhor assim… começar sem nada na manga e lançar-se no desconhecido, ir criando, procurando forma(s), desenvolvendo ideias, e deixar que elas evoluam, progridam e façam sentido.
Difícil este momento de partir. Peguemos num lápis, numa caneta, num teclado, num pincel, numa espátula, num spray… hesitamos, a passo tímidos e lentos no início… primeiros esquiços, primeiras frases… e a velocidade aumenta e depois todo o processo se acelera e parte num crescendo, crescendo… quase imparável. Quem comanda?… O pincel (a  caneta) desliza. As cores (as letras, os materiais) misturam-se. Uma pincelada (uma palavra) pede outra. Uma curva, uma linha (um sinónimo/antónimo e/ou um anagrama) sugere ou condiciona. O autor/artista entra num debate com a matéria (palavra). O que pensou no início pode tornar-se quase vivo, controlador e exigente, indicando avenidas às futuras progressões. O que pensou no início pode ter adquirido cambiantes inesperadas. Maravilhoso quando a velocidade de cruzeiro é atingida. Não há vontade de parar. Um ponto de “no return”. Para a frente é o caminho. Uma curiosidade enorme aflige o artista, que expectante deseja ver o que se vai passar a seguir e o que vai surgir e acontecer na próxima etapa (curva)… um prazer sensorial/mental indescritível. A folha, a tela, oferecem-se de uma forma generosa, sem tabus, quase sem moral… tudo é possível, não parece haver limites… um estado de fluxo (como na música, como em qualquer arte) em que a comunhão e a mistura atingem aquele amplexo como o encontrado num estado de alma elevado, fora quase dos limites humanos. Então é preciso acordar, tomar consciência, perceber onde se está e que o resultado pretendido possível foi (quase) atingido. Não há perfeição atingível. Há estados de equilíbrio, que passaram por transiências, e que expressam a ideia desejada. Podem ser melhorados, podem ser mais elaborados, mas não vale a pena pois perde-se a expontaneidade e a frescura. Há um ponto em que se deve parar: o resultado dessa luta interior é ter sido encontrado um produto que se espraia pelo suporte escolhido, e se tornou consequente. E deixar aí… mesmo que os materiais (as palavras) insistam em continuar.
E olhar muito tempo mais tarde para o que foi conseguido, com alguma distanciação, e perceber que outros caminhos teriam sido possíveis. E que aquele degrau atingido pode ser um patamar para outros degraus e outras lutas com a folha (tela) branca… E começar de novo, e lutar de novo, e criar algo de novo … e recomeçar, recomeçar numa busca interminável... ganhar muitas guerras para se ter paz (como diz a cantora)!


quarta-feira, 6 de julho de 2011

… aberto o teatro, lembre-se o teatro…

A filandesa Sofi Oksanen escreveu uma peça de teatro baseado em factos politicos e sociais, e sobre a vida das mulheres na recente libertada Estónia (restaurada a República em1991) – a PURGA deu depois origem a um texto de ficção de grande sucesso…
Estónia…  país milenar, invadido, sacrificado, usado e destruído ao longo dos tempos, em particular pelos russos na última fase…
O Teatro Aberto – TA (pela mão de João Lourenço e Vera San Payo de Lemos) expõe, em cena, todo o terror das polícias políticas e do esquecimento dos direitos do homem… só por isto vale a pena (re)conhecer estes factos, às vezes perdidos nas brumas da história…

No foyer do TA uma retrospectiva (em formas de painéis), muito bem conseguida, do Brecht que passou pela companhia do TA – bom relembrar momentos magníficos que partilharam e partilhámos … “ver” o saudoso Mário Viegas e lembrar a Irene Cruz em múltiplas facetas…
Brecht revisitado – sempre mordaz, sempre actual… metafórico, realista, desafiante, alertante… julgando o homem e reabilitando-o!

“o melhor será não termos ilusões, o homem vive só de más acções”
“terrível a tentação da bondade”
“primeiro o pão, depois venha a moral”
“o que é um assalto a um banco comparado com a fundação de um banco?”
“sem aguardente não há poesia”
“terrível é o tufão, mais terrível ainda um furacão, mas mais terrível de tudo é o homem” 

Bertolt Brecht no TA

1975 | as espingardas da mãe carrar
1978 | o círculo de giz caucasiano
1980 | baal
1984 | a boa pessoa de setzuan
1985 | ascensão e queda da cidade de mahagonny (no TNSC)
1986 | mãe coragem e seus filhos
1998 | o mar é azul
1989 | happy end
2005 | ópera dos 3 vinténs
2006 | gallileu
2010| o sr. puntilla e seu criado matti


sábado, 2 de julho de 2011

... a festa do teatro!






28º Festival de Almada                                                                                                 

Um festival de Teatro único no mundo
A afirmação do prestígio da Companhia do Teatro de Almada (Benite)
A continuidade dum programa de qualidade
Duas semanas intensas – a ver teatro…

Chéreau, Sobel, Cintra, Maniutiu, Nordlund, Soleri, Pollesch, Nadj, Veronese, Benite, Demarcy, Carvalho, Lorca, Jaibi, Carrión, Giorgetti, Pommerat, Madureira, Chavkin, Mora Ramos, J.S. Melo, Lambert, Batarda

Teatro Picaro (Paris), Dood Paard (Amesterdão), Teatro Nacional de Sibiu (Roménia), VolksBuhne /(Berlin), Histrión (Granada), Le Naif Théâtre (Paris), Viaje Imóvil (Chile), Familia (Tunísia), CCN d´Orléans (França), Compagnie Louis Brillard (Paris), The TEAM (EUA), Young Vic (Londres), Théâtre de La Ville (Paris), Théâtre Dijon-Bourgogne CDN (França)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

... Jazzy Madeleine!

Madeleine Peyroux (nasceu em 1974, Athens, Georgia, USA)

Cantora  de Jazz, compositora e guitarrista.
Comparam-na a Billie Holliday. 
Suas “musas” inspiradoras:  Bessie Smith, Patsy Cline, Édith Piaf, Leonard Cohen, Johnny Mercer, Charlie Chaplin, Serge Gainsbourg e Bob Dylan.
Dois albuns a solo:
Bem guardado na estante
Bare Bones (2009)
Acabado de sair
Standing on the Rooftop (2011)

a ouvir: dance me to the end of times