sábado, 4 de abril de 2020

REFÚGIO






Em tempos de vírus e confinamento.
Páteo nas traseiras da casa, um refúgio.
A janela, pintada na parede, abriu os "horizontes".

quinta-feira, 26 de março de 2020

COMUNICAR em SOLIDÃO

O TELEVÍRUS

Quando ficámos em casa, para o nosso bem e o bem de todos, a solidão instalou-se, isolados do mundo. De imediato a internet (e relacionados) foi o modo de colmatar essa quebra e restabelecer ligações. Mas falta aquele contacto pessoal que só a voz nos dá, quando dominando o contacto, carregando com ela todo o leque de emoções e reações, sem distrações trazidos pelos outros visuais. Por isso Cocteau (ajudado por Poulenc) escreveu esse texto paradigmático: A VOZ HUMANA. 

Ao fim da tarde, em geral, pego no telefone (e em tempo de vírus) vou falando diariamente com amigos, para os ouvir, saber como estão, sentir o seu pulsar. Assim foi criado o TELEVÍRUS. São conversas curtas ou longas, trazem notícias, detalhes do dia a dia de clausura e sentimentos vários. Sinto que muitos, os mais sozinhos, acham a ideia reconfortante. Eu acho! 
Hoje, uma amiga, telefonou-me e leu ao telefone 3 poemas curtas de sua autoria... que delícia. Que privilégio ter sido um dos escolhidos. Mais alguém a usar o Televírus. 


Não estou só. Não estamos só. 
Contagiem-se !

Em breve (2021) estrei nos cinemas a VOZ HUMANA com realização de Almodóvar e interpretação de Tilda Swinton, um papel muito cobiçado em cinema. Almodóvar já abordara este tema em TUDO SOBRE MINHA MÃE. 







quarta-feira, 25 de março de 2020

AND LIFE WILL CHANGE


AND LIFE WILL CHANGE 

And the people stayed home. 
And read books, and listened, and rested, and exercised, and made art, and played games, and learned new ways of being, and were still. 
And listened more deeply. Some meditated, some prayed, some danced. Some met their shadows. 
And the people began to think differently. 
And the people healed. 

And, in the absence of people living in ignorant, dangerous, mindless, and heartless ways, the earth began to heal. 
And when the danger passed, and the people joined together again, they grieved their losses, and made new choices, and dreamed new images, and created new ways to live and heal the earth fully, as they had been healed.

Kitty O'Meara's prose/poem inspired by the pandemic.
COVID


Tempos de VÍRUS / COVID

EM TEMPOS DE VÍRUS

Vamos dedicar alguns textos, comentários e spin-offs a tempos que nunca pensámos que íamos viver.

A Emergência chegou em Março... sem surpresas... uma decisão difícil mas uma medida necessária, para ser usada com todo o cuidado, não esquecendo a democracia, e com muitas pontas a atender.... serviços mínimos, empregos, salários, economia em geral, drobados cuidados de saúde, etc, etc... 

Vamos ficar em casa, com tudo o que isso implica... uns melhores que outros. Haverá casos em que a situação pode ser melhor controlada... tele-trabalho, etc... mas nada vai ser como antes.


Temos de estar separados (isolados) para em "breve" nos reunirmos de novo... quando não sabemos, mas vai acontecer! É impressionante como nos acomodamos a novas rotinas. Os dias passam, mais ou menos depressa (tem dias!). Num contexto de preocupação, incógnita e alguma esperança, vamos cumprindo regras que nos podem SALVAR ... com letras grandes. Nem todos têm tido essa sorte, e muita pena sinto que, por exemplo, medidas como as que foram tomadas ontem e mesmo hoje (finalmente quem chega ao aeroporto e outras fronteiras vai para quarentena – acreditemos que todos vão...) não tivessem sido antecipadas... era transparente. 
Esperamos com alguma expectativa que, daqui a 15 dias, se possam ver números que nos permitam congratular o civismo e a tomada de consciência de todos nós e que valeu a pena! 

Depois desta etapa superada (temos que acreditar que sim) muitas questões nos esperam: quanto tempo mais, a manutenção de abastecimento, o reequilíbrio da economia, o emprego, o voltar ao dia a dia... mas tudo vai ser diferente... o nosso modo de vida, as nossas metas, os nosso interesses, os hábitos de trabalhar e estudar, a mobilidade (urbana) vai ser repensada e muitos não vão querer voltar ao que era. Será que com o diz o ditado... “há males que vêm por bem”?
E como é o nosso dia a dia?... como o de todos os que estão (podem estar) em casa... trabalhando, conectando, lendo, filmes e música em fundo, tratando da casa e amparando os familiares, inventando... mas nem sempre fácil para os muitos menos estruturados. É nesses que vale a pena pensar... de que modo vão aguentar esta convolução que não pensávamos pudesse acontecer.


domingo, 5 de janeiro de 2020

RAMON GENER

Terminou ontem a segunda série de uma dos melhores programas da RTP2 - ISTO É ARTE
Ramon Gener (baritono, pianista) é um comunicador nato sobre arte. Ao longo de 12 programas, arte e música foram cenários para imaginação, desafios e conversas sobre temas fascinantes: extase, alegria, dor, emoção, cíume, medo, culpa, rebelia, loucura, vaidade, inspiração, fé, …
Fascinate a produção do pragrama.
Esperamos a terceira época … se houver.

Apresentador do programa de televisão "Isto é Ópera" (RTP2) ( a que se seguiu “Isto é Arte”) começou a sua carreira musical a estudar piano no Conservatório del Liceu. Anos mais tarde, a soprano Victoria de los Angeles incitou-o a começar a estudar canto. Como barítono profissional, trabalhou em muitas óperas e operetas. Desde 2009 que este apaixonado pela música, licenciado em Humanidades e Ciências Empresariais, se tornou um divulgador musical de excelência, dá palestras regularmente.Ramon Gener (2) (Isto é Arte)

Um admirador de Beethoven…
Excelente video que mostra as capacidaddes de comunicação e entusiasmo.
(RG editou um livro designado por “Se Beethoven me pudesse ouvir”).

Beethoven é o meu herói


mais à volta de  Ramon Gener
Em dois programas Isto é Arte, foi mostrado uma intrigante pintura, de Lluís Masriera i Rosés, nascido em Barcelona em 1872, que me impressionou muito. Aqui vai a partilha. 


Pájaro de Desván
Passáro no Sóta
Lluís Masriera (1898), Oleo sobre tela 205 x 150 cm
Nacional d'Art de Catalunya, Barcelona.

Tudo intrigante na personagem… a postura, a expressão, a tela que não vemos, a corda… uma forma de ver arte … experimentem uma reflexão profunda sobre a imagem.


domingo, 20 de outubro de 2019

OLAFUR ELIASSON em SERRALVES

OLAFUR ELIASSON - O V/NOSSO FUTURO É AGORA

Olafur Eliasson é conhecido por criar obras de arte que atravessam as fronteiras dos espaços de exposição convencionais - como o museu e a galeria - para assumirem uma presença ativa no espaço cívico. Nesta exposição em Serralves, Eliasson convida os visitantes a viajarem através de uma série de instalações e de esculturas recentemente criadas, de grande escala que ao invocarem ciclos, arcos e curvas incorporam movimento.





Colocadas ao longo do hall do Museu, na galeria central do edifício projetado por Siza e no Parque de Serralves, as obras de arte vão buscar a sua inspiração a fenómenos da natureza. A Yellow Forest (Floresta amarela), 2017, um grupo circular de bétulas iluminadas por um anel de lâmpadas de monofrequência amarelas, desafia as perceções do natural e do artificial. Um grande pavilhão, The curious vortex (Curioso vórtice), 2019, com um turbilhão na forma de um vórtice. E três novas esculturas, Human time is movement ((winter, spring, summer)) (O Tempo Humano é Movimento (Inverno, Primavera e Verão)), 2019, formadas por uma série de espirais de aço inoxidável, preto e branco, concebidas especialmente para esta exposição em Serralves.

"Vórtices, ciclos, espirais e correntes compõem O V/NOSSO FUTURO É AGORA – estão presentes nos troncos flutuantes, nas esculturas e no pavilhão instalado no exterior; nos anéis flutuantes e no bosque circular de árvores com folhas estranhamente amarelas no interior. Espero que na sua viajem através desta exposição sinta estes movimentos a um nível visceral e sinta como as trajetórias individuais de cada elemento se cruzam e se afetam umas às outras. ”- Olafur Eliasson

Olafur Eliasson: O vosso/nosso futuro é uma exposição organizada pela Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea de Serralves em parceria com o Studio Olafur Eliasson, Berlim, neugerriemschneider, Berlim, e a Galeria Tanya Bonakdar, Nova Iorque / Los Angeles, e é comissariada por Philippe Vergne, Marta Moreira de Almeida e Filipa Loureiro, com Caroline Eggel no Estúdio OIafur Eliasson .

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

MINDBLOWERS

MINDBLOWERS - BRUXELAS - Uma experiência
out 2019

KVS and the Vrije Universiteit Brussel (VUB) organise Mindblowers and give the stage over to their voices and heartbeats. Scientists and artists are the visionaries of society - they stick their necks out.
For the third year running, VUB and KVS kick off the new season / academic year together - a powerful signal to show that both institutions are serious when it comes to engagement with and for society. Because tomorrow’s society won’t be built on today's agreement but on dialogue that seeks out connections.
Artists and scientists will explore one theme in short, fiery, surprising interventions. This year that theme is TIME NOW, in all its aspects and interpretations: how times change, or how everything returns, what time teaches us, and how we can capture it in art or science.